COLABORACAO : The Making Of An Artist / A Jornada De Um Artista

COLABORACAO

by Marcos Smyth on 05/12/16

Quero compartilhar uma experiência recente.  Considere este capitulo um pequeno desvio da cronologia da Jornada De Um Artista.

De vez em quando o rio puxa com uma maré afetada pela proximidade do Atlântico.  Este magnetismo lunar me inspira a uma nova colaboração com Robin Croft para criar um grupo de esculturas na agua.

Algumas semanas atrás, trabalhamos num projeto do Robin, perto da casa dele.  Teria sido uma estrutura sugerindo míssil e silo.  Infelizmente foi destruído antes de podermos completa-lo.  Esta é a natureza deste trabalho, transitório, sem permanência.

Tive of prazer de conhecer Robin em 2014, após ler um artigo no jornal Washington Post sobre ele e um projeto que estava fazendo ao ar livre.  As similaridades dos nossos interesses me levaram a contata-lo.  Batemos um papo muito agradável e decidimos colaborar em projetos novos.  Nossas criações eram semelhante em natureza.  Armazenagem de trabalhos não vendidos estava sendo problemático para nos dois.  Uma solução era de criar escultura grande em locais obscuros onde existiam materiais abundantes.  Respeitando o meio ambiente, estávamos fazendo estruturas com a intenção delas dissolverem organicamente, sem impacto externo no local.  Esta filosofia facilitava trabalho numa escala maior, em locais com bastante material, sem nos preocupar com armazenagem ou estúdios.  Robin caracteriza suas esculturas ao ar livre como "desenho" em madeira, enquanto eu faço trabalho seguindo meu instinto, criando estruturas em que descubro relacionamentos entre as pecas de madeira que servem de guia.  Em ajudar o outro com o colecionar e transporte do material, o aspecto físico deste trabalho ficou mais fácil.  Compartilhando ideias e camaradagem, o processo tornou mais construtivo.  Nossa colaboração passou a ser uma validação tácita do que estávamos criando.

Concordamos colaborar no Rio Potomac, perto da minha casa nos dias 24 e 25 de abril.  Após discutir varias ideias, decidimos usar uma de Robin.  O conceito era de refugiados em homenagem aos povos através do mundo procurando asilo, fugindo da guerra e destruição.  Queríamos fazer um grupo de figuras representando refugiados andando rio acima num local visível a carros caminhando na beira do rio.  Combinamos construção durante a maré baixa, na areia, resultando nas figuras humanas aparecendo acima da agua durante a maré cheia.  Assim a imagem seria de refugiados alcançando a terra do mar.  Chamamos este local "a praia," onde Robin me ajudou construir o projeto Montagem In Situ No. 3, em 2014.


MONTAGEM IN SITU No. 3, Marcos Smyth, 2014.

As chuvas da primavera produziram muita madeira na beira do rio, levada por aguas elevadas e correntes mais fortes.  Troncos de quarenta metros e ate sistemas de raízes foram depositados no local do nosso projeto.  No primeiro dia passamos tempo arrastando madeira ate a beira da agua onde íamos construir nossas figuras.  Robin começou num banco de areia e eu noutro.  Eu pretendia construir varias pecas sugerindo gestos com simplicidade. para aproveitar o máximo do tempo disponível entre as mares.  Meu colega, mais deliberado, seguiu seu estilo mais complicado "tecendo" os paus, criando uma figura mais expressiva.  Usamos uma pá para cavar na areia para enterrar os troncos que usamos para as pernas dos refugiados.  Era importante que as esculturas fossem bem ancoradas para que sobrevivessem a maré cheia, meio metro acima da maré baixa.   Sendo que nossos projetos são feitos para desintegrar organicamente, usamos cordão de sisal onde precisávamos amarrar o material.  Usamos também uma escada de dois metros para incrementar o tamanho das figuras.  Cada estrutura precisava ser bem equilibrada nas duas pernas com peso acima do nível da agua para que não flutuasse.


REFUGIADOS, Marcos Smyth e Robin Croft, 2016.  Primeiro dia, maré baixa.

Visto da estrada, a figura do Robin estava na frente do grupo.  Com o peso numa perna, o refugiado parecia estar arrastando a outra com os braços abertos parecia desesperado implorando ajuda.  Fiz minhas três primeiras figuras sem braços, sugerindo que penduravam aos lados, despercebidos.  Os troncos do meus refugiados inclinava para frente caminhando determinadamente.  Mesmo com estilos diferentes, o material e elementos estruturais uniam o grupo, criando uma imagem coletiva.  O refugiado feito por Robin dava um grito emocional enquanto os meus expandiam o impacto múltiplo do conceito de refugiados.


REFUGIADOS, 2016, Robin Croft construindo sua figura.

Sendo um dia muito bonito, nossa praia estava mais popular que na ultima vez que colaboramos lá.  Varias famílias apareceram, pescando, passeando com seus cachorros e fazendo piquenique.  Geralmente, fomos ignorados enquanto trabalhamos.  No fim do dia, Robin tinha completado seu refugiado e eu tinha construido três figuras mais simples.  Cansados, doloridos e magoados, estávamos satisfeitos com o resultado e queríamos saber se o projeto sobreviveria a maré cheia ou visitantes.


REFUGIADOS, Marcos Smyth com suas três primeiras figuras.


REFUGIADOS, Marcos Smyth e Robin Croft, segundo dia, maré cheia, visto da estrada.

No dia seguinte, descobrimos que uma das minhas figuras tinha caído.   Foi o refugiado na agua mais profunda durante a maré cheia.  Com a ajuda do Robin, construi mais duas perto da praia.  A estes dei braços como estivessem tentando prevenir um queda.  Estes refugiados inclinavam mais que os outros, sugerindo grande cansaço.  Agora, com cinco no grupo, sentimos que os refugiados estavam bem representados e podiam ficar em pé por alguns dias.  Prometemos colaborar mais com outros projetos.


REFUGIADOS,Marcos Smyth e Robin Croft, grupo completo, maré enchente.

Durante as próximas duas semanas, na minha volta pra casa do trabalho, passei de carro para acompanhar a desintegração inevitável do nosso projeto.  A escultura do Robin estava na agua mais profunda durante o alto da maré e numa correnteza que drenava nesta área.  Mesmo assim, no dia 27 de abril, os cinco refugiados ainda mantinham suas posições, três dias após completa-los.  No dia 28 mandei uma mensagem pare Robin: "Outro Refugiado caído.  O seu, hoje.  3 em pé."  Alguns dias mais tarde outro caiu.  Dia 7 de maio, dois refugiados ainda mantinham pose, espancados mas sobretudo intacto.  Hoje, dia 11, a praia estava vazia.


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