The Making Of An Artist / A Jornada De Um Artista

The Making Of An Artist / A Jornada De Um Artista

Deixando O Brasil

by Marcos Smyth on 04/01/16

Desde of ginásio ate a universidade, eu não estava consciente do desenvolvimento das minhas habilidades artísticas.  Ainda passava o tempo desenhando, as vezes em estilo desenho animado ou em surrealismo, inspirado for Dali.  De vez em quando fazia caricaturas de amigos ou família com algum sucesso.  Também fiz esculturas em sabão.  Mas muito do meu tempo livre passei com amigos, sabendo que tinha pouco tempo antes de sair desta terra amada.

Um dos meus interesses nos levou a explorar o terreno da fazenda vizinha, onde nos fizemos esconderijos para acampar e escapar da censura da nossa comunidade Batista.  Desenvolvi uma fascinação pela topografia e o uso de materiais naturais, resultado da exploração do terreno e a armação de estruturas.  Mais tarde, isto seria significante influencia na minha arte.  O projeto mais ambicioso destas estruturas foi uma cabana que construimos numa arvore.  A cabana acomodava seis pessoas, quatro podiam dormir no chão e duas em redes.



Eu, Eude, Bulu, e Mario Jr .trabalhamos muito na construção desta cabana, aprendendo muito sobre engenharia e fortificando amizades que continuam ate hoje.  Muitos acampamentos e piqueniques com nossos amigos nos deram muito prazer na nossa "cabana no céu."

Meu pai, Jerry Smyth, também era gerente das fazendas da escola Taylor-Egídio.  Eu trabalhei com ele durante muitos fins de semana e nas ferias de verão.  Aprendi a trabalhar, guiar e manter maquinas, e usar ferramentas.  Também aprendi muito sobre concentração, resolução de problemas, pensamento criativo, e disciplina.  Ele foi um homem de muito caráter e fez o melhor possível instigar em mim estes valores.

Com quinze anos de idade, eu tinha terminado o ginásio.  Ao mesmo tempo, eu tinha feito cursos de correspondência em inglês ate o nível científico.  Como meus dois irmãos mais velhos tinham feito, antes de mim, eu estava proto para ir aos EUA para terminar o científico e entrar na universidade.   Eu não queria deixar meu lar e meus amigos, mas sentia atração por nova independência e aventura.  Isto seria um tempo de descobertas e dificuldades.

Outras Influencias

by Marcos Smyth on 03/22/16

Meus pais eram missionários Americanos trabalhando no Brasil.  Nasci aí e cada quinto ano voltamos para USA de férias.  Enquanto lá no terceiro ano tive uma grande decepção.   Estávamos estudando índios americanos e escrevi sobre a tribo Navajo.  Desenhei um velho Navajo que copiei a mão livre do meu livro de história americana e colori com lápis a cor.  Minha professora gostou do que escrevi mas disse que eu não devia ter decalcado a foto.  Fiquei muito magoado que ela não acreditou quando lhe disse que tinha desenhado a mão livre .

Eu e minha família não conhecíamos ninguém que se sustentava profissionalmente como artista.  Acreditamos como nas histórias de artistas pobres que esta profissão resultava em desastre.  Resultou que cresci com a noção de que habilidades artísticas eram excentricidades que podiam dar prazer mas deveriam ser considerados passatempos ou talentos para beneficiar a comunidade sem esperar remuneração.  Então foi assim que na minha adolescência continuei procurando uma carreira que seria pratica onde talvez possa aplicar algumas das minhas habilidades.

 Enquanto eu estava no primário tive minha primeira lição de escultura.  Meu irmão Paulo cavou barro numa olaria onde faziam tijolos.  Ele trouxe o barro pra casa e me usou como modelo e começou a fazer o formato de minha cabeça.  Completando a forma básica da cabeça ele começou a detalhar minha orelha.  A perfeição do detalhe foi uma maravilha para mim!  Senti uma vontade enorme de poder esculpir como ele mas não sonhava isto ser possível.  Sem experiência em trabalhar com barro Paulo não sabia que devia cobrir a escultura com panos molhados e plástico no fim do dia.  Quando voltamos no outro dia para continuar a escultura ja estava rachando ao secar e este foi o fim triste da carreira de escultor para Paulo.   Este dia com Paulo continua para mim mesmo que ele já esqueceu.  Continuei tentando fazer figuras com massa de modelar caseira com algum sucesso mas ainda era brincadeira de menino.

No ginásio eu geralmente sentava no fundo da sala com outros colegas entediados com a aula procurando distrações.  Um colega que era mais velho já repetindo o ano e mais rebelde tinha facilidade esculpindo caveirinhas em giz.  Eu não gostava do Martiniano muito mas sua habilidade em fazer caveiras usando alfinete e tampa de caneta Bic me fascinava. Depois de ver como ele fazia comecei a fazer caveiras minhas com pouco tempo.  Acabei tendo jeito com isso e dei caveirinhas de giz de presente para meus amigos colegas.  Mais logo passei a fazer figurinhas e minhas figuras nuas ficaram populares.

Other Influences

by Marcos Smyth on 03/21/16

My parents were American missionaries working in Brazil.  I was born there, and every fifth year we returned to the U. S. on furlough.  While there, in third grade, I had a great disappointment.  We were studying Native Americans and I wrote a paper about the Navajo people.  For an illustration, I copied a picture of a Navajo elder in my history book, drawing it free hand and coloring it with colored pencils on my paper.  My teacher gave me a B on the paper saying I would have gotten an A had I not "traced" the picture from my book.  I was heartbroken that she would not believe me when I told her I drew it without tracing.

My family and I new no one personally who made a living as an artist.  It was assumed from stories of "starving artists" that this was a profession that could only lead to disaster.  As a result, I grew up with the common notion that artistic skills were "gifts"" one could enjoy and share with the community, but not suitable for making a real living.  So it was that, as an adolescent, I continued to search for a career direction that was "practical" where I might be able to apply some of my skills.

While I was still in primary school, I had my first lesson in sculpture.  Paul, my brother, brought some clay he had dug up in a bog, near our home, where there was a primitive brick factory.  He asked me to model for him and proceeded to shape a head with the clay.  Once he had the basic shape, he chose to sculpt my ear as the first detail.  Watching him mold this detail so clearly was a marvel to me!  I wanted desperately to be able to sculpt like him but never dreamed this possible for me.  Not having experience with clay, Paul didn't know to wrap the head in wet rags and plastic when he was finished for the day.  When we came back to work on it the next day, it had started drying out and large cracks were forming.  That was the end of Paul's sculpting experiment.  That day with Paul never left me, even though he has no memory of it now.  Play dough was often available to me and I stepped up my attempts to render figures more carefully.  My efforts were pleasing to me but were still play.

In middle school, back in Brazil, I tended to sit in the back of the classroom with other bored classmates, more interested in distractions than the droning teacher.  One of these guys, who was repeating the grade and was older and more rebellious, had a talent for carving.  Martiniano was not someone I particularly liked, but he could carve sculls out of pieces of chalk using Bic pen caps and safety pins.  I watched him carve during class and soon was trying my own hand at making small skulls.  It turned out I had a knack for carving and my classmates wanted what I made.  Soon I moved on from skulls to small figures.  My nudes were particularly sought after.


Primeiras Influencias

by Marcos Smyth on 03/14/16

Da última vez que escrevi contei das figuras de barro que vi em mercados e também dos potes e vasos de cerâmica.  Achei umas fotos que quis compartilhar.

 

Na minha infância eu era muito curioso.  Coisas pequenas ao meu redor não escapavam meu interesse.  Minha mãe, Frances, gostava de compartilhar minhas descobertas e encorajou minha curiosidade.  Ela se formou como pianista clássica e ouvir peças que ela tocava em casa criava uma atmosfera cheia de mágica.  Quando ela estava grávida com meu irmãozinho, Felipe, fazíamos passeios num campo da fazenda da qual meu pai era gerente.  Os besouros que se apresentavam no nosso caminho eram maravilhosos e mãe estudava comigo as formas, cores, e armamentos deles.


Na hora de brincar eu e meus amigos usávamos imaginação e muitas vezes fazíamos nossos brinquedos.  Fizemos badoques com pau e tiras de borracha e um pedaço de couro.  Passarinhos e lagartixas tinham que ser rápidos para nos escaparem.  Outras criações da gente eram raias, peões, e carros feito de latas usadas ou de madeira.

 

Na minha escola Taylor-Egídio tive aulas de trabalhos manuais e desenho.  Todo ano tínhamos um desfile no dia 7 de setembro com carros alegóricos decorados por nós alunos com ajuda de professores.  A diretora de música, Professora Estela DuBois, organizou muitas cantatas e dramas com cenários impressionantes.  Estudantes e professores com habilidades artísticas foram autores destas cenas.  Um aluno de grande dom artístico  foi o Farouk.  Figura de grande estatura intimidante ele podia pintar qualquer cena necessária.  A grande escala dos trabalhos artísticos dele foram as obras mais impressionantes que vi como menino.

Do corpo docente Dona Stelita era uma pintora talentosa.  Ela era pessoa muito generosa e amiga da minha família que gostava de mim.   Ela fez vários bolos de aniversário fantásticos para mim.  Lembro de um bolo decorado como um trenzinho “Maria Fumaça” e outro a representação de um coelho.  Suas pinturas a óleo me inspiraram a tentar imitar suas obras artísticas com aquarelas.

 Uma das nossas vizinhas, Dona Paulinha White, também era pintora.  Ela notou meu interesse em desenhar e colorir.  De vez em quando eu ia visita-la e ela me levava num quarto onde ela guardava baús velhos.  Lá eu tinha o privilégio de abrir um dos baús e escolher algo que me interessava.  Descobri tesouros em livros para colorir, pastéis, aquarelas, papel para aquarela, e pincéis.

 Meu irmão mais velho Paulo sabia desenhar.  Um dia eu estava tentando desenhar uma casa do jeito que ele fazia.  Ele me mostrou como diminuir gradualmente para o fundo da casa  para criar a ilusão de perspectiva.  Aprendi como desenhar casas mais realísticas mas só muito mais tarde aprendi sobre pontos de foco e perspectivas em relação ao horizonte.

 Rodeado com gente talentosa na minha infância teve um grande impacto nos meus interesses e inclinações artísticas.  Minha admiração e tentativas em imita-los me levou a seguir a vida artística.


Early Influences

by Marcos Smyth on 03/09/16

In my first post I wrote about the fired clay figures, primitive fired clay vases and bowls I saw in markets as I grew up in Brazil.  I found these pictures and wanted to share them.



As a toddler, I was curious about the things I saw around me.  My mother, Frances, encouraged that curiosity and enjoyed sharing moments of discovery with me.  She was trained as a classical pianist.  Her love and appreciation of music gave her an artistic sensitivity.  In our home it was a magical experience when she played Gershwin and other masters.  When she was expecting my younger brother, we went on walks on the nearby farm my dad managed. The Brazilian bugs that crossed my path never failed to amaze me and mom would get down with me and inspect their shapes, colors and armament.



Play time was very imaginative and often involved making toys with my friends.  We made our own sling shots out of wood and strips of inner tube rubber, with a leather stone holder.  Birds and lizards had to be very fast to get away from us.  Kites were another of our creations as were wood spinning tops and trucks made out of used cans or wood boxes.

 

In the Brazilian school I attended, Colégio Taylor-Egídio, we had manual arts classes and were encouraged to draw and work with our hands.  Each year the school put on an elaborate independence day parade with floats that many of us students helped make and decorate.  The school also had a long tradition of putting on plays and cantatas which often displayed impressive sets and backdrops.  These were made by the more artistically talented  students and faculty members.  One such student I knew only by his first name, Farouk.  He was a large intimidating guy with a talent for painting any scene needed for the occasion.  The grand scale of his paintings was the most impressive artwork I had seen as a boy. 

One of the faculty, Dona Stelita, was a talented painter.  She was a very generous person who took a liking to me as a little boy and made me birthday cakes wonderfully sculpted and decorated.  I particularly remember one of a locomotive and another of a rabbit.  Her paintings inspired me to attempt to emulate her work with watercolors. 

Miss Polly White, one of our neighbors and my parents' colleague, was also a painter.  She noticed my interest in drawing and coloring.  Every once in a while, I was allowed to visit her and she would take me into a dusty room where she stored shipping trunks.  It was my treat to select a trunk and open it and find something that might interest me.  I remember finding coloring books, pastels, watercolors and paper, and brushes as my most treasured finds. 

My oldest brother, Paul, could draw well.  One day I was having trouble drawing a house the way I had seen him draw.  He showed me how to taper the back end of the house to create the illusion of perspective.  I learned how to draw more realistic houses, but it was much later before I learned about focal points and perspectives related to the horizon. 

Rubbing elbows with talented people at an early age clearly had an impact on my own interests and artistic inclinations.  My admiration for what they could do and my attempts at emulating them led the way to my embrace of an artistic life.